Ouvindo Avril Lavigne “Losing Grip” – “Por que eu deveria me importar? Pois você não estava lá quando eu tinha medo. Fiquei tão sozinha”. Sim, estou sozinha agora, ouvindo a própria voz do meu coração sem me deixar influenciar por pensamentos de terceiros, mas nem sempre foi assim e volta e meia eu perco o controle e embarco em uma paranoia sem controle. É, eu parei de me importar com as pessoas, no sentido de bloquear “meus amigos codinomes”, como diria minha “Psicóloga” que também parei de ter contato, não sou fria, só não quero me apegar de forma profunda e no fim desisti de ficar tentando entender a verdade sobre toda essa história, apenas quero paz, sem fofocas e sem intriga, se a solidão me dá paz, aqui estou eu sozinha.
Aconteceu muitas situações neste mês de maio e de junho, vou tentar resumir, uma das coisas foi que eu fui trabalhar um dia de voluntária em um centro espírita e acabei passando o contato do “Amigo do Meu Falso Amigo” para minha prima, já que ela estava meio brigada com um outro cara sem noção. Minha prima até saiu com o “Amigo do Meu Falso Amigo”, mas no fim o cara vazou fora dela, com papo de estar voltando com a ex dele, e acabou fofocando que eu tinha largado o meu “Falso Amigo” pelado, ela me disse que já sabia mais ou menos da história por causa do meu Blog e que minha escrita inspirava diversas mulheres a serem fortes. Não sei exatamente porque o cara fofocou para minha prima, mas tenho algumas suposições, uma delas é porque eu não aceitei a proposta de fazer sexo com ele e a outra era para me sacanear em homenagem ao amigo dele, meu “Falso Amigo”. Só sei de uma coisa, nunca mais dou uma de cupido, nem assim eu tenho paz, até a minha prima veio com julgamento pro meu lado, com uma história de que eu não confiava nela, pois bem, não é questão de confiança, é uma questão de ser algo intimo meu, e outra nunca esteve entre minhas metas divulgar nomes de ninguém, por isso uso nomes falsos.
Esse impacto de ir em um centro espírita me provocou algo abrangente que ainda não tinha sentido, ver algo além da realidade, lá era um lugar diferente, um antigo orfanato, com direito a pessoas “albergadas” que me deram um pouco de cisma, o pessoal da banda pareceu legal também. No entanto, algo diferente aconteceu alguns dias depois, eu acordei com o barulho do tanquinho da minha mãe estragando, levantei e fui para a cozinha, por um instante vi uma vela acesa e falei para minha mãe “e essa vela acesa ai? ”, depois olhei de novo e não havia nada. Minha mãe disse “que vela? ”, eu disse “pensei que tinha visto uma vela aí”, de repente minha mãe se lembrou “é o aniversário da minha tia falecida”, o estranho é que eu não sabia a data de aniversário, então eu apenas disse “acende a vela para ela”. No entanto, almoçamos, a luz do banheiro não acendia e minha mãe enrolou e não acendeu a vela. Fiquei o dia todo pensando na vela, depois cheguei em casa e meu pai falou que a luz do banheiro não acendia, de repente ele saiu do banheiro e a luz acendeu, e eu me lembrei da vela. Falei para minha mãe “a missão é sua de acender a vela”, então ela acendeu de fora de casa, pois em oferecimento a alma falecida não pode ser dentro de casa. Depois as coisas estranhas passaram.
Eu não me considero plenamente sensitiva, mas enfim, existe algo a mais em relação a vida e a morte que me atrai, não abomino a morte como a maioria das pessoas, muito pelo contrário aprendo plenamente com a morte e acredito que podemos sim escolher viver ou não.
Outra coisa estranha aconteceu, um amigo do meu pai de Goiânia faleceu, o mesmo cara que depois de mais de 20 anos meu pai reencontrou ano passado em Goiânia quando eu o arrastei para me levar para fazer um concurso. Às vezes eu tenho atitudes estranhas, que bom que meu pai me atendeu, esse concurso lhe deu a oportunidade de ver pela última vez seu amigo de Goiânia. Obrigada Deus por este dom sensitivo.
Mudando de assunto, me afastei da “Chapeuzinho” logo depois da festa de Formatura da minha prima, o “Tigre” tinha visualizado meu status do Whatsapp e eu tirei print, depois enviei o print somente para a “Chapeuzinho” e logo depois o “Tigre” me bloqueou. Muita coincidência para meu gosto, então bloqueei a “Chapeuzinho”, mas também por outros motivos, ela queria que eu saísse com o amigo dela de 20 anos, pensei que “palhaçada”, mereço algo melhor que isso. Sinceramente eu estava muito cansada de tudo, das fofocas, do “Amigo do meu Falso Amigo” que nem soube dizer se conheceu a “Chapeuzinho” no dia da foto ou se foi antes, enfim desisti de ficar ouvindo as pessoas sem encontrar a resposta correta.
Festa Junina sem o “Pantera”, mas com a “Bella” foi bem legal, bem divertido, até que o “Tigre” apareceu lá e me ocorreu uma falta de controle misturada com raiva totalmente insana. Eu simplesmente olhei para ele e não disse nada, apenas olhei. Quase na hora de ir embora fui comprar uma chica doida para levar para casa e o “Garoto Revolucionário” ficou perto de mim, de repente ouço nas minhas costas o “Tigre” dizer ao “Garoto Revolucionário” que estava indo embora, eu nem me virei, fingi que ele não existia, mas eu o vi atravessar a avenida e ir para o carro dele, talvez fosse a última vez que eu o vejo, eu simplesmente não sei.
O problema foi que eu surtei, escrevi um monte de coisas para o “Garoto Revolucionário”, brava com ele, pois o “Tigre” apareceu lá, e ele ficou muito bravo comigo pois disse que não tinha culpa do que aconteceu.
Mensagem para “Garoto Revolucionário”: “Não sei o que seu ‘amiguinho’ foi fazer lá. Aff! Estava tudo bem. Eu no devido controle. Agora vou ter que começar a terapia do zero. Grande retrocesso. Grupo de apoio psicológico de novo. Maldito dia! É como você resgatar o equilíbrio. Tipo você consegue se encontrar e você é quem você sempre foi. Ai vem a pessoa e desmorona todos os dominós que eu montei de forma milimétrica. Desequilibra a balança. Te coloca frente a frente com seu passado, frente a frente com uma face que foi um dia sua, mesmo não sendo você. Isso é ruim. Machuca mais do que as pessoas pensam. Existe um controle interior, leva tempo para organizar. Entendeu? Você e seu ‘amiguinho’ não sabem de nada. O passado tem que ficar no passado. Se o passado surge no presente, algo ruim acontece, pois o passado não está resolvido. Vou fazer terapia psicológica de novo. Vídeos: Os 13 porquês, Hannah Baker-Nobody’s Home, Clay+Hannah/All of me, Avril Lavigne-My Happy Ending [Live at Budokan][ Japão].
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: ‘O que que eu tenho haver com isso? O ‘Tigre’ ter aparecido lá? Qual minha culpa nisso?’
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: “Nenhuma, a culpa é minha de estar viva”.
No fim eu acabei bloqueando o “Garoto Revolucionário”, simplesmente ele não tem culpa da pessoa que me tornei, uma pessoa que deixou de se importar com as pessoas, uma pessoa vazia, eu precisava de tempo que não pertencia mais a mim, um tempo que a cada dia se esgotava.
No outro dia, a “Psicóloga” começou com seus interrogatórios intelectuais, falando que eu estava diferente, e bem estranha, pois bem, eu não estou, está sou eu vivendo na realidade e bem fora do mundo virtual infame. Não estou com raiva, só preciso de espaço, preciso viver quietinha com meus pais, preciso focar neles e apenas neles.
A “Psicóloga” ficou me investigando pelas beiradas, até que a “Chapeuzinho” ligou e pediu para que eu a desbloqueasse:
Mensagem da “Chapeuzinho”: Bom dia, queria muito saber o motivo de você ter me bloqueado? Estou preocupada com você... quero falar com você”.
Nem dei resposta, preciso de algo novo e se essas pessoas me prendem ao passado, lá vou eu seguir para o presente e bem longe de tudo isto. Desculpe “Psicóloga”, mas eu também vou te bloquear, nada pessoal, mas você estava de pombo correio com a “Chapeuzinho”. Eu só quero apagar o passado e não quero que as pessoas me cobrem relacionamentos, eu apenas sou uma garota diferente incompreendida. Sei que não terá volta para essa decisão, o que está feito, está feito.
Um número diferente me enviou mensagem pelo Whatsapp, pesquisei pelo Facebook, coisa de Hacker, e sim, era a namorada o “Garoto Revolucionário”, não sei exatamente o que ela quer comigo, mas está tudo bem estranho e a única pessoa que pode me responder isto é o “Garoto Revolucionário”:
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: “O que a sua namorada quer comigo? Ela me enviou mensagem, tá sem foto, mas o número dela tá cadastrado no Facebook”.
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: “Boa pergunta, acho que ela viu aquilo que você me mandou, deve ter pegado meu celular e visto sim”.
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: “O que? O que te mandei? Visto o que?”
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: “tudo o que você me mandou da festa lá”.
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: E o que que tem?”
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: Uai Gabi, é bem assombroso o que você me mandou, principalmente aqueles vídeos, devia ter mandado para o Tigre, não para mim, não tenho nada a ver com essa história, vocês que resolvam, já tenho problemas demais para resolver”.
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: “Desculpa, foi mal. Relaxa. Eu não tenho nada com o Tigre. Eu nem conheço ele. Nunca vi na vida”.
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: “Certo, fiquei chateado com essa história, mais te desculpo sim”.
Mensagem para o “Garoto Revolucionário”: “Uai porquê? São só vídeos bons. Nada assombroso, só momentâneo. Vem e passa. Obrigada. Relaxa. Vai ficar tudo bem”.
Mensagem do “Garoto Revolucionário”: “ok”.
O “Garoto Revolucionário” foi bloqueado novamente e a namorada também, eu não sei o que essa situação se tornou, mas no fim eu não quero conversar mais, muito menos com a namorada espiã dele. Percebi que eu abominava todas as minhas mentiras, a diferença é que eu assumo meus rolos, mas de repente eu não vejo as pessoas assumindo as mentiras delas, e no fim não posso colocar em risco o namoro do “Garoto Revolucionário” por conta de uma besteira infantil minha. No entanto, fiquei chateada por ter certeza que a namorada dele mexe no celular dele, apesar de já saber disso a muito tempo. Mas quer saber? Eu simplesmente não me importo com isso mais.
O “Tigre” e o “Meu Falso Amigo” já tinham me bloqueado, apenas os bloqueei para garantir que eles nem me desbloqueiem. Até que em certos momentos eu queria ligar para eles e tentar conversar, mas no fim não resolveria, não adianta tentar segurar as pessoas na nossa vida, quem quer ir embora tem que ir, não sou eu que vai segurar. Sei que sempre surto nesses momentos, mas dessa vez vou me controlar, respeitar o espaço dos outros, me manter longe de confusão.
Quem eu amo? Eu simplesmente não sei, estou em um momento solitário intencional, quero aquietar meu coração, proteger ele desse mundo mal em que o desespero as vezes me pega e me destrói. Quero fingir ser quem eu não sou e me deixar levar pela vida. Rede Social não é um lugar seguro, principalmente para uma mente meio fofoqueira e sincera como a minha, não acho que eu seja perfeita ao ponto de julgar alguém, mas como qualquer outro humano eu cometo erros e nem sempre sei concerta-los.
“O Poeta é um fingidor.
Finge tão completamente,
Que chega a fingir que é dor,
A dor que deveras sente”. (Fernando Pessoa)
“Se tu me amas, ama-me baixinho,
Não o grites de cima dos telhados,
Deixa em paz os passarinhos,
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
Tem de ser bem devagarinho, Amada,
Que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...” (Mario Quintana)
Há várias formas de morrer... (Gabi Almeida, 01 de junho de 2017)
Sim, há várias formas de morrer,
Uma, você morre por dentro,
Duas, você morre através do tempo,
Três, você morre por amar em abundância.
Sim, há várias formas de morrer,
Mas, não literalmente,
Morremos a cada escolha,
Pois, uma nova escolha mata a velha escolha.
Sim, há várias formas de morrer,
O tempo nós mata aos poucos,
Mata nosso passado,
Ataca nosso presente e almeja nosso futuro.
Sim, há várias formas de morrer,
O amor constrói, o amor destrói,
E finalmente reconstrói,
Um amor doentio em abundância.
Sim, há várias formas de morrer,
Morre-se por dentro sem se ver,
Sem se sentir, sem se importar,
Morre-se sem perceber.
Sim, há várias formas de morrer,
Morre-se quando abandona-se pessoas,
Pessoas que não são mais amigos,
Amigos que o tempo leva pra longe.
Sim, há várias formas de morrer,
Morre-se por não se entender as pessoas,
Morre-se por não se entender a si mesmo,
Morre-se pelo vazio do silêncio.
Sim, há várias formas de morrer,
Sim, o silêncio mata!
Mata silenciosamente,
Mata-se friamente.
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