Dizem que os gritos do corvo ecoam pela faca que adentra ao ventre da morte,
E que o sangue sufoca a alma mais inocente,
Dizem que o corvo assassinou os injustos no dia do juízo final,
E que sua alma nunca existiu na aurora e foi cremada na inexistência do crepúsculo febril,
Dizem que os gritos do corvo ultrapassaram montanhas,
E que o eco atingiu o coração dos nobres,
Dizem que o corvo se redimiu e partiu para o equilíbrio espiritual,
E que sua alma descansa em paz,
Dizem que o corvo é culpado e confessou seus pecados,
E que transparece suas lágrimas nas águas profundas,
Dizem que o corvo é altruísta e sua alma é amante da lua,
E que o sol queima os olhos dos impuros,
Dizem que o corvo morreu,
E que sua alma vaga entre os vivos e os mortos.
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