domingo, 16 de janeiro de 2022

16. Morte que me assombras

 Ei morte! Por onde tu andas?

Ainda me assombras em meu subconsciente?

Ainda me aterroriza com sua incerteza mórbida?

Ainda me amas como teme que eu tire minha vida?


Ei morte! Consegue me livrar dos meus fantasmas infames?

Ainda é aquela que me assombras?

Ainda é minha emoção em meio ao caos?

Ainda é a escuridão que me afrontas?


Ei morte! Se eu cortar meus pulsos ainda conhecerei o paraíso?

Ainda me amaras se eu a decepcionar?

Ainda me assombraras mesmo depois de roubar a pureza da minha vida?

Ainda me aterrorizará com meus erros cometidos?


Ei morte! Onde e quando eu a decepcionei?

Ainda me amas?

Ainda me quer junto de ti?

Ainda mereço sua companhia infernal?


Ei morte! Eis que eu me vingarei de seu ódio,

Eis que cometerei erros ainda mais infames,

Eis que eu a aterrorizarei em seu subconsciente inexistente,

Eis que serei a razão frente a morte que me assombras.

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