Criei uma garota que podia ver “coisas”, ver um futuro complexo. Uma garota que via uma outra garota em uma casa amarela com um primeiro andar com direito a uma varanda de época, com uma fachada que me lembrava o “Navio do filme Titanic”. Era uma garota vestida de branco, passei alguns meses a vendo, sempre me olhando docemente, o engraçado é que eu nunca senti medo dela, na verdade eu apenas tinha curiosidade.
A “Lucy Calbecky” sempre irá ser a garota interior que eu escondo de mim mesma, a garota que vê uma outra garota de branco. Enfim a vida é assim mesmo, sempre vemos coisas boas e ruins em épocas diferentes ou as vezes na mesma época. O importante é acreditarmos em nós mesmos, a natureza sempre dá um jeito de nós avisar sobre o futuro.
Eu e a “Lucy” conhecemos um garoto diferente nesta época, eu vou chama-lo de “Pirralho”, confesso que quando o vi pela primeira vez eu não consegui enxergar seus olhos, apenas vi um borrão preto, foi uma sensação diferente, afinal “Dizem que é loucura ou insanidade, talvez até divindade, seja uma combinação complicada e estranha, mas quando se tem 15 anos e não se sabe ao certo o que se quer, tudo pode ser misterioso. Me lembro daquela garota de branco, ela não me assustava, mas era uma garota diferente”.
A imaginação nós permite viajar longe e criar diversas sensações, eu gostava de olhar o “Pirralho”, mas não era amor, acho que amor eu nunca tive por ninguém eu diria que era curiosidade, a mesma curiosidade que eu via em seus olhos quando me olhava. No entanto, não sou uma garota para romances bárbaros, diria que palavras ao vento são bem sem significado quando não se conhece seus próprios sentimentos. Ainda prefiro proteger meu coração do desconhecido.
Mensagem do dia 16 de fevereiro de 2010:
“Tenho pensado em tudo que está ao meu redor, em todos os assuntos. Percebi que me desfazer de algumas coisas é como me desfazer da minha própria alma. Rodei e rodei e acabei no mesmo ponto de partida, começar coisas novas e me desfazer de outras”.
Eu sempre estou começando novas coisas e me desfazendo de outras, o “Pirralho” não foi meu primeiro amor, na verdade acho que não tive esse cara ainda, não tive nenhum primeiro amor, talvez meu coração seja frio demais para entender a vida. Mas enfim, o “Pirralho” foi e sempre será um bom amigo, mesmo que a gente não se fale mais, por isso gosto de voltar a estar nesta “Estação” para me lembrar que ele existiu em algum momento.
Mensagem do dia 17 de agosto de 2014:
“Amar te, apenas como amar me,
Amar meus próprios delitos,
Amo te, como amo a mim mesma,
Em meus próprios delitos,
Em minha própria boca,
Em seus próprios lábios,
Amo te, como amo o vento,
E suas eternas utopias,
Amo te, de tal maneira,
Que jamais temeria a morte ao teu lado,
Mas a temeria se esta te levasse primeiro
Não suportaria a vida sem seu amor,
Não suportaria perdê-lo de nenhuma maneira,
Deito-me em seu peito,
E rogo que o momento seja infinito,
Beijo sua pele sem me intimidar,
Apenas demostrando minha admiração,
E apenas refletindo sobre amar te,
Amo-o de todas as formas possíveis e impossíveis,
Amo-te além da própria vida,
Amo-te agora, ontem, amanhã e para todo sempre,
Amo-te mesmo que meu sangue seja sugado e minha vida roubada de mim mesma,
E ainda assim meu amor teimaria em existir,
Amo-te, como amo a mim mesma,
Em meus e teus próprios delitos,
Amo-te de corpo e alma,
Amo-te mesmo rasgando minha carne,
E a esquartejando-a e ferindo-a,
Ainda assim meu amor resistiria,
Amo-te obsessivamente,
Amo-te cegamente,
Como se o som da tua voz me conduzisse,
Como se existisse apenas tua imagem em minha mente,
Como uma lembrança jamais esquecida,
Como uma obsessão doentia,
E ainda assim amo-te mais e mais, cada vez mais a cada segundo mais e mais,
Amo-te como amo a mim mesma,
Em meus próprios delitos”.
Me sentia sozinha nessa época, como um conto de fadas em que a mentira era o empecilho de tudo, eu era a “Cinderela” e as outras pessoas acreditavam que eu era, mas, na verdade, eu nunca fui a “Cinderela”, eu fingia ser uma pessoa que eu não era. Enfim, a vida me afastou de tudo isto e me levou a uma nova história, mas o fato era que um dia o “Pirralho” entraria na minha vida novamente, simplesmente quando eu mais precisei, uma pena que nossos sentimentos se confundiram.

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